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Atlético PR x Inter Arena da Baixada. Futebol da Gaúcha. |
Eu pensei muito em não escrever este
texto, não para defender um amigo, ate porque ele não precisa, mas como todo o
narrador que se preza deixa a imaginação flutuar na hora do momento máximo do
futebol, o gol, ainda mais de um atacante que foi colocado como o novo numero
9, o substituto daquele que foi embora e deixou saudades, neste caso o ídolo
Damião que mesmo em má fase tinha ainda aquela intimidade com o gol. Eu
acompanhei a pré-temporada do Internacional em Gramado, curiosamente ficamos o
mesmo período de dias na cidade. Assisti ao treino no campo do Gramadense e
ouvi atentamente a sua coletiva. Abel Braga técnico colorado, deixou claro que
Rafael Moura seria o principal atacante do clube, deixou claro que ao novo
camisa agora 11 que 2014 seria o ano dele.
Rafael Moura, o He-Man, aquele que marcou
muitos gols com a camisa de Fluminense e Goiás, aquele que no ano passado foi
injustiçado por não marcar gols, mas o ano que iniciara para o time colorado na
serra gaucha poderia ter um desdobramento incrível e logo no dia do Dia do Gaúcho,
antes de falar do jogo em que o jejum de gols encerrará, o He-Man teve um bom
desempenho no campeonato gaucho marcou gols mandou a torcida se calar, foi
vaiado, mas acabou sendo ovacionado pelo gols e o titulo de campeão gaucho e o
seu futebol foi ofuscado e a sua deficiência técnica diante do gol foi
esquecida, ate porque marcou gol em Gre-Nal, alias narrado por Luiz Augusto
Alano.
Voltamos a Curitiba, partida difícil,
Internacional em crise, gramado pesado por conta das chuvas que se
intensificaram principalmente na hora da partida na capital paranaense, o
adversário? Modesto com estádio de Copa
do Mundo, jogo tenso, e o Narrador de uma melhores emissoras do Brasil, umas
das poucas que adquiriu o direito de transmissão da Copa do Mundo e oportunizou
ao jovem narrador, nascido e criado em Tubarão, iniciou a sua vitoriosa
carreira narrando jogos em cima de carroceria de caminhão, em mesa de plástico
a beira do gramado, nas mais diversas situações procurou se qualificar, ao
ponto de ir trabalhar no RS na cidade de Caxias do Sul, por la vibrou com a
dupla caju, após dois nãos retornou a sua cidade natal, não ficando muito
tempo, três meses, foi para a capital catarinense, narrar futebol da dupla Avaí
e Figueirense, criou a sua identidade, “Bota talento que eu boto emoção”,
chegou ao principal canal de tv por assinatura do pais, a Sportv/GLOBOSAT,
narrando para todo o mundo os jogos dos catarinenses na Serie A, B e estadual.
Luiz Augusto Alano, narrador de raro
talento, um exemplar profissional cometeu um erro, que segundo o artilheiro
Rafael Moura, a sua narração foi uma “Tremenda falta de respeito”, o jejum de
gols acabou após 777 minutos, o gol decretou a vitoria do Internacional diante
de um gramado pesado e encharcado de Curitiba. Ainda vive na minha memória o
gol narrado por Pedro Ernesto na final da Taça Libertadores rasgando a camisa
do São Paulo.
Alano emitiu nota pelo facebook, mas o
que e dito no radio não tem volta, e “AO VIVO”, esta gravado e marcado para a
eternidade, “Sabe Deus quando ele vai fazer mais um”. Nos narradores esportivos,
por muitas vezes somos criticados por estender o gol do time A, ou narrar o gol
do time B sem a devida emoção, transmitimos através das ondas do radio um
momento de raro prazer, ali você se solta, a inspiração vem do momento, do
clima da partida, da situação do clube na competição, que me desculpe o Rafael
Moura. Querer jogar a sua responsabilidade de marcar gols para um narrador
esportivo que ralou e lutou muito para estar empunhando o microfone da Radio Gaucha,
e colocar todo o seu talento e emoção na hora do gol, é praticamente igual a
sua, que lhe credenciou a jogar no time do povo do Rio Grande do Sul, e logo no
Dia do Gaucho, no 20 de Setembro dia de comemoração do povo Rio Grandense,
Maragatos e Chimangos vibravam com o seu gol e com a vitoria colorada, você
conseguiu polemizar no momento mais importante do futebol, o gol, alias para as
estatísticas, você já esta há exatos dez minutos sem marcar um gol com a camisa
do Internacional.
Rafael
Moura fico com a frase de Alano, “Desejo sorte ao atleta e mais gols no clube.
Minha felicidade é gritar muitos gols nas transmissões.”.
Um
Abraço,
Eduardo
Ventura
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